“Os sistemas de saúde apresentam custos crescentes agravados por fatores como ineficiência, má qualidade, abuso de serviços e procedimentos, falhas na segurança e falta de coordenação do cuidado, dentre outros”. Esta é a constatação de um grupo de pesquisadores da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV EAESP).
Em artigo sobre a taxa de reinternação hospitalar após o uso da telessaúde em atenção domiciliar na pandemia de Covid-19, foi avaliado o desempenho de uma operadora de saúde suplementar da região Sudeste que implementou, em 2020, um serviço de saúde a distância para pacientes em assistência domiciliar. “A taxa de reinternação em 30 dias após a alta hospitalar caiu de 21,9%, em 2019, para 17,1 %, em 2020 e 16,0%, em 2021”, constataram.
A telemedicina é uma das soluções que apoia o cuidado domiciliar em saúde. Faz parte de um ecossistema de ferramentas que melhora o desempenho da rede como um todo, com impacto positivo direto sobre a reinternação – que, na definição da Agência Nacional de Saúde (ANS), acontece quando o paciente precisa retornar ao atendimento hospitalar até 30 dias após o recebimento da alta.
É um indicador utilizado para avaliar a eficácia da assistência. E tem impacto direto, tanto nos resultados econômicos e assistenciais da instituição quanto na experiência do paciente. Trata-se de um processo desgastante, resultado de tratamentos ineficazes, problemas na assistência ou complicações relacionadas à doença, mas a readmissão hospitalar pode ser reduzida.
3 maneiras de reduzir o retorno ao hospital
1. Investir na comunicação entre as equipes:
Ao longo do percurso de um paciente dentro do hospital, desde a entrada pela recepção até a alta, uma série de decisões é tomada por diferentes times de profissionais. Muitas vezes, se o intercâmbio de informações não é realizado com eficiência, tempo é desperdiçado na espera de resultados de exames, ou na passagem de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para um ambulatório – com impacto direto no tempo de internação.
2. Definir corretamente o momento da alta:
Existem métricas e indicadores, para cada situação, que podem auxiliar nesta tomada de decisão. Afinal, tempo excessivo no hospital provoca desgastes para pacientes e familiares, ocupa leitos e infraestrutura que podem ser otimizados. Mas a liberação antecipada também pode representar riscos. Avaliar o momento adequado para evitar perigos é crucial, e depende da aplicação correta de protocolos técnicos.
3. Garantir que o paciente e os responsáveis estejam melhor informados:
Os cuidados com o uso correto da medicação, a dieta adequada e a rotina de exercícios, se for o caso, precisam ser bem explicados para todos os envolvidos no processo de recuperação no conforto do lar. Neste momento, muitos hospitais contratam auxílio profissional de parceiros qualificados para o cuidado domiciliar, como a 11Care, uma provedora de recursos técnicos especializados em enfermagem, fisioterapia, nutrição, farmácia e logística.
3 benefícios do cuidado domiciliar para os pacientes
1. Reduz o risco de infecções hospitalares:
O Ministério da Saúde estima que até catorze em cada cem pacientes desenvolvem algum tipo de infecção, provocada por micro-organismos que se aproveitam de fragilidades no sistema imunológico de quem está em tratamento. Entre os tipos mais comuns, ainda de acordo com o ministério, estão as infecções urinária e na corrente sanguínea associadas ao uso de cateter e a pneumonia associada à ventilação mecânica. Como resultado, de acordo com a Associação Médica Brasileira, mais de 45 mil brasileiros morrem anualmente devido a infecções hospitalares. Quando o paciente dá continuidade ao tratamento em casa, estes riscos são diminuídos.
2. Gera benefícios para a saúde mental:
Por mais cuidadoso e confortável que seja o atendimento em um hospital, sabe-se que a internação pode desencadear casos de ansiedade e depressão, como aponta um levantamento realizado pelo Núcleo de Pesquisa em Psicologia (NUPPSI) do Complexo Hospitalar Universitário Professor Edgard Santos, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), 35,46% dos pacientes apresentaram sintomas de ansiedade e 12,1% apresentaram sintomas de depressão. Proporcionar a continuidade do tratamento em casa, um ambiente com o qual o paciente é familiarizado e onde se sente seguro, tende a contribuir para a diminuição desta incidência.
3. Garante atendimento personalizado:
O paciente que recebe um serviço de cuidados em casa conta com uma equipe formada para suas necessidades, que dedica apoio integral e contínuo. A família também se mantém mais próxima, com maior facilidade para conciliar a atenção ao doente com outras atividades, sem o desgaste do deslocamento e dos procedimentos de entrada e saída. Segundo especialistas do Hadassah Medical Center, em Israel, dos pacientes que realizaram o tratamento em casa, apenas 20% precisaram retomar os cuidados em saúde de alguma forma, enquanto 37% daqueles que permaneceram no hospital por mais tempo, experimentaram a reinternação.
A 11Care gerencia a transição do cuidado
A 11Care presta serviços de suporte e internação fora do ambiente hospitalar que incluem home care, gestão de serviços em hospital de retaguarda, longa permanência, monitoramento de pacientes crônicos, cuidados paliativos e aplicação de medicamentos especiais.
O serviço de transição do cuidado e atenção domiciliar da 11Care promove a recuperação, a independência e a qualidade de vida para pacientes em período de pós-internação. Com monitoramento contínuo e acesso ágil a informações médicas, uma equipe multidisciplinar de profissionais de saúde permanece à disposição da família.
O resultado é o ganho de eficiência para as instituições de saúde, que passam a proporcionar aos pacientes uma jornada personalizada e com potencial para proporcionar um grau muito maior de satisfação.