De cada 100 CEOs de empresas do setor de saúde do Brasil, 47 acreditam que suas empresas não serão viáveis economicamente por mais de dez anos, se continuarem no caminho atual, como aponta um relatório da consultoria PwC. Existe um senso de urgência, portanto, nas ações das companhias, sejam elas gestoras de hospitais, laboratórios, clínicas ou indústrias farmacêuticas e de equipamentos médicos.
“É preciso deixar de reagir a demandas pontuais e passar a atuar de forma contínua, personalizada e sustentável”, aponta o documento. “Isso exige mais do que digitalizar processos: demanda uma transformação profunda e coordenada de modelos de negócios, estruturas operacionais e relações entre os agentes do ecossistema”.
A necessidade de reinvenção no setor de saúde é consequência direta de pressões sistêmicas e convergentes que vêm se intensificando nas últimas décadas. São forças que produzem um cenário no qual os modelos de atenção e gestão atuais se tornam insuficientes para garantir sustentabilidade econômica, efetividade dos cuidados clínicos e uma boa experiência ao paciente.
Forças que redefinem a saúde e abrem novas oportunidades
Saiba quais são os principais fatores que estão transformando a relação das pessoas com a própria saúde, com impactos diretos para as expectativas a respeito do atendimento e da prestação de serviços.
1. Envelhecimento populacional
O aumento do tempo de vida e a redução do número de moradores nos países desenvolvidos já é uma realidade, que agora alcança as nações em desenvolvimento. Trata-se de um fenômeno inédito na história, com consequências profundas sobre diversos aspectos da vida em sociedade e para todos os setores da economia, com destaque para o setor de saúde.
Esse grupo etário demanda mais serviços de atendimento, especialmente de longo prazo, tratamento de doenças crônicas e suporte multidisciplinar. Em consequência, o foco precisa mudar, do atendimento centrado em casos emergenciais para uma atenção dedicada à prevenção e ao futuro. Também será preciso atender às pessoas por mais tempo, sem perder o padrão de qualidade.
2. A ascensão das doenças crônicas
O crescimento das doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs), como diabetes, câncer, doenças cardiovasculares e demência, representa a principal ameaça à sustentabilidade dos sistemas de saúde. Um exemplo alarmante: desde 1980, a prevalência global por diabetes entre adultos quase dobrou, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).
O impacto vai além do aspecto clínico: o custo agregado do tratamento das cinco principais DCNTs vem resultando em uma perda global de US$ 47 trilhões entre 2010 e 2030, o equivalente a cerca de 4% do Produto Interno Bruto (PIB) global anual, de acordo com a previsão do Fórum Econômico Mundial. Atualmente, três em cada quatro mortes no mundo já são causadas por essas doenças.
3. Novo comportamento do paciente
Neste cenário, as pessoas esperam das empresas de saúde jornadas de cuidado similares à experiência de consumo que tem em outros setores da economia, em especial, aqueles que já alcançaram alto grau de maturidade na capacidade de se relacionar com seus públicos, de forma eficiente e intuitiva.
“O perfil do paciente moderno é digitalizado, informado e engajado”, afirma o relatório da PwC. “Esse comportamento desafia estruturas tradicionais de atendimento, que ainda operam com baixa interoperabilidade, excesso de burocracia e foco reativo. A ausência de integração entre sistemas clínicos, operadoras e farmácias compromete a experiência e os prognósticos de pacientes”.
Os 4 atributos do novo sistema de saúde
Essas três forças, demografia, avanço das doenças crônicas e mudança no comportamento do consumidor, criam um cenário de pressão permanente. Nesse contexto, as empresas de saúde mais bem-sucedidas no futuro precisarão desenvolver quatro atributos essenciais:
- Mais preventivas e capazes de antecipar fatores de risco de doenças para evitar o agravamento das condições e manter as pessoas saudáveis por mais tempo.
- Mais personalizadas e adaptadas às necessidades de cada indivíduo, em vez de seguir um modelo único para todos.
- Mais preditivas e proativas, usando tecnologias avançadas para agir antes que os problemas se agravem.
- Capazes de centrar o cuidado nos pontos de atendimento, com destaque para telessaúde, cirurgias remotas e instalações comunitárias em rápida expansão.
A 11Care apoia o novo momento do setor
As barreiras para as empresas de saúde alcançarem estas novas qualidades são organizacionais, culturais, regulatórias e, muitas vezes, estratégicas. A fragmentação de sistemas e a dificuldade de incorporar o novo cenário ao dia a dia das equipes dificultam a transformação necessária. Mas podem ser superadas com base em um esforço contínuo em governança, uma especialidade da 11Care.
A empresa está habilitada para contribuir com seus parceiros, com a atualização dos processos para a governança da operação, com o objetivo de proporcionar cuidados de saúde de alta qualidade por meio da eficiência, da segurança e da produtividade.
Atua com mapeamento detalhado de processos e procedimentos, implementação de OKR e metodologias ágeis, implantação de um programa contínuo de treinamento e qualificação, suporte no uso de ferramentas para gestão de escalas e programas de certificações e construção de novos serviços.
Assim, a 11Care se posiciona como uma parceira capaz de impulsionar as mudanças estratégicas que o setor precisa encarar.