Em cinco anos, o número de empregos formais no setor de saúde subiu 20,5% e saltou de 4,4 milhões em 2020 para 5,3 milhões em 2025, de acordo com um levantamento realizado pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS). Analisados a partir do Novo Caged do Ministério do Trabalho e Emprego, os dados indicam que o crescimento segue um padrão consistente e se apoia em fatores estruturais, como a mudança do perfil epidemiológico do país e o envelhecimento da população, que aumenta a demanda por serviços assistenciais.
O setor é responsável por aproximadamente 7% de todos os postos de trabalho disponíveis no país. E vem gerando vagas mensalmente, de forma consistente, especialmente entre os hospitais. Essa capacidade de produzir e sustentar espaço para os profissionais, na maior parte dos casos mulheres, se alia ao caráter de inclusão financeira, já que em 2025, aproximadamente metade das contratações se voltaram para jovens com 18 a 24 anos. Assim, as empresas da área de saúde se estabelecem como um ativo estratégico para o desenvolvimento presente e futuro do país.
Mas, para seguir avançando, cada um dos setores que formam o ecossistema de empresas dedicadas ao cuidado das pessoas precisa superar uma série de gargalos e desafios. Conheça agora os principais deles.
Hospitais:
Uma das maiores dificuldades históricas das organizações hospitalares persiste: a alta rotatividade dos profissionais, a dificuldade em reter talentos e de formar equipes completas de acordo com as variações nos picos de demanda, que geram a necessidade, nem sempre atendida a contento, de cobrir turnos adicionais. Outra demanda dos pacientes, a disponibilidade de leitos, vem sendo progressivamente atendida, com o apoio de novos recursos, como a prática da transição do cuidado e da atenção hospitalar.
Laboratórios:
Mais de 70% dos brasileiros não realizam check-ups médicos com regularidade, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Este fenômeno reduz a utilização dos serviços laboratoriais e, para o setor como um todo, provoca dificuldades para garantir a prevenção de várias das doenças que mais matam no país. Outra dificuldade está no desperdício: cerca de 20% dos exames laboratoriais realizados no Brasil não são retirados e, portanto, não cumprem o papel de informar as equipes médicas.
Clínicas de saúde:
Os obstáculos na gestão e na governança acabam por reduzir a integração e a coordenação, o que provoca, inclusive, sobrecarga nas equipes médicas e nas profissionais de atendimento, que muitas vezes precisam realizar uma quantidade excessiva de atividades. O resultado é a dificuldade no fluxo de caixa, na organização das agendas (marcadas por muitas faltas e cancelamentos) e uma grande dificuldade para absorver novas tecnologias, que podem proporcionar ganhos importantes em eficiência.
Indústria de dispositivos médicos:
A carga tributária elevada e a alta dependência das importações de componentes de alta tecnologia criam dificuldades para os produtores nacionais, que também encontram problemas para acessar o crédito. São questões que podem ser amenizadas com processos internos criteriosos e com foco em eficiência a serviço da capacidade de inovar, neste contexto, as parcerias com startups representam uma estratégia relevante para o setor ampliar sua competitividade.Indústria farmacêutica:
Os custos crescentes em pesquisa e desenvolvimento desafiam as empresas da área, que têm respondido com medicamentos e tratamentos eficazes para uma série de doenças raras e complexas – o setor foi fundamental para que a crise sanitária provocada pela pandemia de Covid-19 fosse superada. A governança, para estas empresas, também é crucial, especialmente em um cenário em que a necessidade de inovar caminha lado a lado com a regulamentação rígida e cadeias de suprimento globais sujeitas a impactos constantes.
Ecossistema de soluções
Para cada um desses perfis de organizações, a 11Care está preparada para contribuir com soluções que geram eficiência, excelência em governança e qualidade no atendimento. Laboratórios, clínicas e indústria de dispositivos podem contar com uma parceria produtiva em fornecimento de mão de obra, que realiza:
- Análise de processos e governança para aumentar a eficiência operacional, simplificar processos e reduzir custos;
- Melhora na gestão de pessoas, com escala inteligente para diminuir a carga de trabalho, reduzir horas extras e aumentar a segurança;
- Análise e melhorias na jornada do paciente para garantir a qualidade no atendimento, aumentar a precisão dos resultados e elevar o índice de satisfação;
- Rastreamento de fluxos para garantir a consistência dos resultados e a conformidade regulatória;
- Continuidade dos serviços prestados, com equipe bem dimensionada para atender momentos de pico, com entrada de novos profissionais capacitados e treinados de acordo com as necessidades e regras da empresa;
- Tecnologia, com integração prática e segura com sistemas já utilizados e garantia da privacidade e segurança dos dados de pacientes.
Já a indústria farmacêutica pode se beneficiar de soluções em governança e gestão da operação da saúdem, com mapeamento e melhoria dos processos de atendimento ao cliente final, simplificação de processos de conformidade regulatória e o fornecimento de insights valiosos sobre o mercado e os clientes, contribuindo para a geração de leads qualificados e ações de fortalecimento na relação com a comunidade médica.
E os hospitais, por sua vez, são atendidos em duas frentes: o fornecimento de mão de obra e soluções voltadas para a transição do cuidado e a atenção domiciliar, com serviços de atendimento clínico, que geram melhor aproveitamento dos leitos hospitalares e aumento da satisfação dos clientes.
