O sistema público de saúde brasileiro conta com o suporte de aproximadamente 44 mil Unidades Básicas de Saúde (UBS). Destas, 91% realizam visitas para prestar atendimento para a população em suas residências, especialmente, nas áreas mais vulneráveis. O dado consta do mais recente Censo Nacional das Unidades Básicas de Saúde, um levantamento que atesta a importância do cuidado domiciliar.
Outro estudo, o Censo da Atenção Domiciliar do Núcleo Nacional de Empresas de Serviços de Atenção Domiciliar (NEAD), realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), aponta para um outro fenômeno relevante que acontece em paralelo: o crescimento acelerado da transição de cuidado, aquela que é realizada em suporte à desospitalização.
Atualmente, o setor de transição do cuidado atende a 346 mil pessoas todos os anos e gera 103 mil postos de trabalho, com receita anual de R$ 12,3 bilhões. O governo federal mantém um programa de incentivo à prática, já adotada por diversos municípios brasileiros, ao passo que o setor privado segue investindo em ampliar a quantidade de pacientes atendidos, assim como a qualidade da jornada que se inicia com a alta hospitalar e tem continuidade no conforto do lar, enquanto a pessoa finaliza sua recuperação.
Desse modo, a consultoria Redirection International projeta que o mercado de cuidados essenciais para idosos no Brasil crescerá 7,5% ao ano até 2030, de forma a superar a média global. A atenção aos mais velhos é impulsionada pelo aumento da idade média da população brasileira, que já gera novas demandas em cuidados domiciliares e atenção à desospitalização.
Impacto positivo para o setor
A estratégia de acelerar a implementação de serviços de transição do cuidado e atenção domiciliar representa, portanto, uma importante tendência para o futuro do setor de saúde. São muitos os benefícios, tanto para a população atendida, quanto para o ecossistema de empresa que atende à sociedade, em especial os hospitais.
Confira agora quatro benefícios de reforçar essa prática.
1. Redução de internações hospitalares recorrentes
Quando o momento exato de iniciar o processo de recuperação domiciliar é identificado corretamente, não apenas um leito é liberado para receber um novo atendimento, como também os riscos para os pacientes são reduzidos. No cuidado do lar, com o suporte de profissionais habilitados e constantemente em contato com os especialistas que acompanharam toda a jornada, as chances de haver necessidade de reinternação diminuem consideravelmente.
2. Menor risco de infecção hospitalar
Por maior que seja o rigor com a segurança, um ambiente amplo, com muitos leitos e pacientes com diferentes problemas de saúde representa, naturalmente, um perigo maior do que o espaço mais controlado de uma residência, desde que a família e os acompanhantes tomem os devidos cuidados, com a orientação das equipes médicas. Neste sentido, além do benefício emocional e psicológico de retornar ao lar, o atendimento domiciliar também representa ganhos para todos os envolvidos, tanto as pessoas em recuperação quanto os profissionais do setor.
3. Maior número de internações atendidas
O avanço acelerado da tecnologia e conectividade facilita a transição para o cuidado domiciliar, já que a capacidade de monitorar o estado de saúde se tornou muito maior, com base em sensores e equipamentos de monitoramento que no passado eram exclusivos de grandes centros médicos. Esse fenômeno apoia a desospitalização com segurança, enquanto as redes hospitalares podem projetar, no longo prazo, um redimensionamento de suas instalações para atender a mais pessoas, sem necessariamente ampliar a quantidade de leitos nos hospitais.
4. Jornada do paciente mais eficiente e personalizada
Na medida em que a recuperação se torna um processo que passa pelo hospital, mas não termina ali, uma nova rotina se estabelece também para os pacientes. Com o envelhecimento acelerado da população, naturalmente vai haver um aumento da demanda por cuidados integrados e preventivos, o que gera um novo momento, marcado pela combinação de atendimentos presenciais e à distância. Em outras palavras, no ambiente digital de atendimento em saúde, o futuro é marcado pelo equilíbrio entre diferentes canais e espaços, incluindo as residências.
A 11Care apoia esta jornada
Comprometida a contribuir com o avanço do setor de saúde, a 11Care é especialista em fornecimento de mão de obra, no serviço de transição do cuidado e atenção domiciliar e na governança e gestão da operação de saúde.
Para os hospitais, a empresa atua com soluções que melhoram a disponibilidade de profissionais qualificadas, com equipes bem dimensionadas capazes de melhorar a eficiência operacional, visando aumentar a qualidade do atendimento, manter a operação contínua e reduzir custos.
Também analisa a jornada do paciente, de forma a identificar pontos de melhoria, visando um atendimento de excelência, simplificar processos clínicos e aumentar a precisão diagnóstica. Ainda suporta o mapeamento de processos e governança para facilitar as atividades diárias, reduzir a carga de trabalho, atuar com eficiência nos momentos de pico, garantir a segurança no trabalho e a conformidade com regulamentações do setor.
Em relação às atividades de transição do cuidado, a 11Care atua com o objetivo de viabilizar a diminuição da permanência do paciente no hospital e a reincidência de internações, com redução de custos e melhor aproveitamento dos leitos hospitalares. Assim, aumenta a satisfação dos clientes e proporciona eficiência para todo o setor.
