Na medida em que um paciente hospitalizado começa a apresentar sinais de recuperação, tem início um processo gerenciado com enorme cuidado, que garante o sucesso da transição para o atendimento domiciliar. Essa jornada começa pelo planejamento da alta, que envolve medir possíveis riscos e avaliar as necessidades da pessoa depois que ela estiver em casa, incluindo equipamentos, medicamentos, cuidados especializados e adaptações ao ambiente domiciliar.
Tem início então um processo de orientação ao paciente e à família: todos os envolvidos na nova rotina doméstica precisam estar bem-informados a respeito do uso correto de medicamentos, da alimentação recomendada e de possíveis sinais de alerta. E,assim, já com o paciente em casa, a rotina prossegue, apoiada pela coordenação com profissionais de saúde, incluindo a marcação de consultas de acompanhamento.
O compartilhamento de informações entre o hospital e o serviço de saúde domiciliar se mantém especialmente relevante para garantir o apoio contínuo, até o momento em que a recuperação completa seja alcançada.
São cuidados importantíssimos para que o melhor desfecho seja alcançado, evitando riscos de retorno emergencial ao hospital. Os benefícios são recompensadores: a transição do cuidado melhora o ambiente onde o paciente está inserido, com ganhos para a qualidade de vida e até mesmo a saúde mental, um fator crucial para o sucesso da recuperação.
A prática também contribui para a sustentabilidade do sistema de saúde, já que os recursos dos hospitais são direcionados para novos pacientes, enquanto a pessoa que seguiu para o conforto do lar conta com uma assistência do mesmo padrão de qualidade.
Transição cuidadosa
Como aponta um estudo acadêmico que revisou 46 artigos sobre a transição do cuidado, esta é uma estratégia eficaz para o sucesso da desospitalização. O trabalho, produzido por duas pesquisadoras da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, indica que seu sucesso depende diretamente da integração entre a rede assistencial e auxilia os serviços na tomada de decisão sobre a continuidade do cuidado na alta.
E conclui: “a alta hospitalar e as transições de cuidados são processos interligados, pois, as transições qualificam o processo de desospitalização. Diferentes estratégias para a continuidade do cuidado devem ser adotadas, pois oferecem maior segurança ao paciente”.
De fato, é preciso superar uma série de desafios, que incluem, ainda no leito hospitalar, a dificuldade para os profissionais encontrarem tempo para zelar pela preparação adequada dos pacientes antes da alta. Outra dificuldade é uma possível desconexão entre os serviços, resultado da falta de coordenação e comunicação entre as enfermeiras dedicadas no domicílio e os especialistas que acompanharam a rotina dentro do ambiente hospitalar.
A falta de instruções claras e de disponibilidade de acesso a tirar dúvidas pode gerar insegurança entre os pacientes e seus familiares, que vivem um momento de transição, com ajustes importantes em suas rotinas. Além disso, a composição de equipes multidisciplinares, capazes de atender a todas as necessidades do paciente, também demanda um cuidado especial.
Como garantir a melhor jornada
Cada uma dessas dificuldades pode ser encarada com o apoio de profissionais qualificados e alinhados com práticas claras de governança. Com base em uma rotina de comunicação eficiente, previamente estabelecida, é possível assegurar o acompanhamento contínuo necessário para garantir a segurança do paciente no ambiente residencial, o que também tranquiliza as famílias.
Com o apoio de treinamento contínuo, as equipes multidisciplinares conseguem trabalhar com eficiência, ancoradas em protocolos claros e padronizados, que envolvam, por exemplo, a definição de rotinas específicas, como a frequência necessária para compartilhar informações atualizadas entre as diferentes pessoas envolvidas no atendimento.
Também é crucial desenhar e comunicar procedimentos objetivos e facilmente compreensíveis para possíveis emergências ou situações de risco para o paciente. Assim, evita-se que uma situação imprevista não seja gerenciada com o profissionalismo e a agilidade necessários.
Conte com governança e equipes de ponta
A 11Care é uma empresa de referência em transição do cuidado domiciliar, precisamente porque entrega dois pré-requisitos básicos para o sucesso da jornada do paciente: disponibiliza profissionais altamente qualificados e bem treinados e produz e compartilha práticas da mais elevada governança.
Com a expertise da empresa, é possível explorar toda a potencialidade deste serviço, que vem crescendo rapidamente no Brasil: o Censo da Atenção Domiciliar do Núcleo Nacional de Empresas de Serviços de Atenção Domiciliar (NEAD), realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), indica que a atividade já gera mais de 103 mil postos de trabalho. Os dados mais recentes, de 2022, indicam que foram atendidos, naquele ano, 346 mil pacientes por ano.
A partir do apoio da 11Care, é possível participar dessa grande tendência, com orientações para os cuidadores e cuidados para os enfermos, de maneira a reduzir os riscos de reinternações. E gerenciar a equipe da melhor forma, com base em um sistema eficiente de gestão de processos e rotinas.
A 11Care atua com:
- Avaliação detalhada do paciente para identificar as suas necessidades;
- Desenvolvimento de um plano de cuidados personalizado;
- Coordenação de uma equipe multidisciplinar de profissionais de saúde;
- Monitoramento contínuo e acesso rápido a informações médicas;
- Uso de tecnologias inovadoras (incluindo a Internet das Coisas) e ferramentas de telemedicina para facilitar a comunicação remota entre pacientes e profissionais de saúde.
A 11Care vai transformar a Jornada do seu Paciente, fale com nosso especialista.
